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Como o Waze™ conquistou o mundo

Morei por pouco mais de 8 anos em São Paulo-SP, os 6 últimos com meu próprio carro. Apesar de um ótimo sistema de transporte público, em muitas ocasiões o carro é necessário na vida de um paulistano, e quem dirige diariamente conhece muito bem um dos maiores e mais emblemáticos problemas da cidade – o trânsito infernal, capaz de tirar até um monge do sério (e você sabe que não estou exagerando).

Reuniões atrasadas, entrevistas perdidas, provas importantes em que os candidatos não conseguem sequer chegar a tempo… Os problemas decorrentes do trânsito intenso são inúmeros, com prejuízos até mesmo incalculáveis!

GPS (Global Positioning System) automobilístico já é uma realidade há um certo tempo. Em 1995 a empresa Oldsmobile anunciou o primeiro GPS automobilístico, chamado GuideStar. Tivemos grandes líderes de mercado, como TomTom e Garmim também, até a pouco tempo atrás. Em 2006, foi lançada a primeira versão de Waze™, o app para smartphones (com sistema GPS) que uniu crowdsourcing e elementos de gamificação para transformar você – motorista do seu carro – em um valente guerreiro contra o trânsito.

A ideia era utilizar dados dos usuários para identificar pontos de congestionamento, e assim direcionar os “wazers” (como são chamados os usuários assíduos) para rotas mais rápidas. E tudo isso, de forma extremamente divertida e engajadora.

Primeiramente, analisando dentro dos elementos comuns aos jogos (se ainda não conhece esse conceito, você pode ler este outro artigo clicando aqui), o Waze possui uma clara missão: destruir o “monstro do trânsito”. Algo que ajudará você, e os demais wazers de todo o mundo! Mas, a parte mais interessante é o sistema de feedbacks, que engaja o usuário de diferentes maneiras.

Primeiro, temos os alertas de aumento/diminuição do tempo da corrida. Mesmo no cenário ruim, o usuário se sente bem com o feedback, afinal o problema não é mais “imprevisível”, e ele sabe exatamente quantos minutos a mais ele vai demorar para chegar em seu destino – até um próximo alerta que mude isso novamente. Depois, temos o sistema onde o usuário pode REPORTAR situações adversas em seu trajeto, como objetos na via, veículo no acostamento, condições climáticas, e o favoritinho da galera – radares de velocidade (e se você riu aqui, é porque provavelmente já usou esse artifício para evitar uns pontos na CNH).

Quando você passa por alertas na via, pode também dar um “like”, e assim quem enviou o alerta recebe pontos e uma mensagem de agradecimento informando quantos wazers seu alerta já ajudou. É uma sensação incrível de cumplicidade com pessoas que você sequer conhece! E isso inclui até informações como valores em postos de combustível, que podem ajudar muito em cidades com muita oferta, como em grandes capitais.

Além de tudo existe a customização e evolução do seu perfil dentro do app. Você pode trocar até a aparência de seu veículo, e isso é algo que mexe tando com as pessoas que fãs da marca chegam a criar novas artes customizadas simplesmente por prazer.

Fica claro como é possível transformar experiências banais (chegar do ponto A até ponto B, com um GPS) em experiências extremamente gratificantes e engajadoras. É por isso que acredito cada vez mais em design focado em HUMANOS, e não simplesmente focado em função.


MAY THE FORCE BE WITH YOU!

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